Crowdfunding, crowdsourcing e crowdlaw, você sabe a diferença?

Crowdfunding, crowdsourcing e crowdlaw, você sabe a diferença?

14 de agosto de 2018
 |  Talita Dantas

O avanço da tecnologia tornou o mundo hiperconectado. Como uma das consequências dessa hiperconectividade, surgiram novas formas de produzir, financiar, criar. Nesse contexto, no qual economia colaborativa é um conceito cada vez mais em voga, é que surgem as “crowds“. Em tradução literal, crowd significa multidão. Na prática, é um prefixo que indica fazer junto, fazer coletivamente. Crowdfunding, crowdsourcing, crowdlaw… é tanto crowd que fica difícil de entender. Mas você não precisa mais dar um nó na cabeça, a gente desmistificou tudinho pra você!

Crowdfunding, um jeito diferente de financiar projetos

No crowdfunding, financiamos coletivamente os projetos que achamos interessantes e que valem o nosso investimento. Plataformas de crowdfunding são cada vez mais usuais e, por meio delas, é possível financiar quase qualquer projeto. Desde um livro a uma causa ambiental, passando pelo sonho de uma volta ao mundo.

Muitos protótipos são lançados nas plataformas e pessoas comuns, como eu e você, apostam nas ideias, que ganham vida não com a verba de grandes investidores, mas de gente que se dispõe a sonhar junto e a contribuir com um pedacinho do sonho. Diversos projetos têm ganhado vida assim.

Os colaboradores, na maioria das vezes, recebem recompensas que vão desde seu nome numa página de agradecimento ao próprio objeto do financiamento, quando finalmente é lançado em larga escala. Um bom exemplo de iniciativa financiada coletivamente é jogo de comunicação empática Grok.

Para lançar um projeto numa plataforma de crowdfunding, é importante ter um bom storytelling, para que o público possa entender a proposta e decidir investir. Além disso, prazos e metas devem ser estabelecidos com clareza e as recompensas previamente estipuladas.

Crowdsourcing, uma maneira de encontrar as melhores soluções

No crowdsourcing, em vez de dinheiro obtemos serviços, ideias ou conteúdo mediante a solicitação de contribuições diversas. Em linhas gerais, diante de uma determinada necessidade, várias pessoas são chamadas a contribuir com seus conhecimentos, habilidades e ideias para a solução. É uma forma mais barata de explorar uma ampla gama de soluções, o que possibilita encontrar as melhores, com um custo mais baixo.

Há ainda a possibilidade de se estabelecerem concorrências criativas, mediante oferta de prêmios às melhores propostas.

Crowdlaw – se a lei é para nós, então que nós a façamos!

Assim como no crowdfunding e no crowdsourcing, aqui a ideia é também é unir esforços. Porém aqui eles se voltam a elaboração coletiva das leis que regem a vida em sociedade. Nada mais razoável que admitir a participação popular no processo de formulação legal, quando o contexto tecnológico é amplamente favorável e é à própria população que as leis visam beneficiar.

Muitos governos pelo mundo já vêm buscando criar leis baseadas no sistema crowdlaw e, recentemente, o GovLab  publicou um novo catálogo CrowdLaw – um repositório crescente de 100 casos em todo o mundo onde os parlamentos, câmaras municipais e instituições públicas estão incentivando o envolvimento dos cidadãos na criação de novas leis, alavancadas por novas tecnologias. Será este o futuro da democracia?

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