Um dia no Government Digital Services (GDS)

Um dia no Government Digital Services (GDS) – Parte 1

06 de dezembro de 2017
 |  Luis Felipe Salin Monteiro

O que nos trouxe até Londres? (além da bela cidade e de pubs geniais)

Um dia no Government Digital Services (GDS) 1

 

 

Começando pelo começo… O governo federal priorizou a melhoria da qualidade dos serviços oferecidos aos cidadão e empresas. Estas iniciativas são agrupadas dentro do programa Brasil Eficiente, coordenador pela Casa Civil da Presidência da República.

 

Entre outros projetos, as equipes do Ministério do Planejamento estão dedicadas em avançar na Plataforma de Cidadania Digital, que pretende ser o canal único para informações e oferta de serviços. Parte deste projeto envolve conhecer os serviços que são prestados, revisar a experiência do usuário e desenvolver tecnologia para acelerar a sua transformação digital.

 

E porquê reinventar a roda? Se outros países estão bastante avançados, será mais rápido aprender com os seus acertos (e seus erros, principalmente). Então, impulsionados pela iniciativa de apoio aos Diálogos Setoriais entre a União Européia e o Brasil, viemos eu, Joelson e Bruno participar do evento de Inovação da OCDE em Paris e de visita ao Nesta e ao GDS em Londres.

 

E como chegamos ao GDS? De avião, obviamente :), mais especificamente, eu mandei um e-mail ao Kevin Cunnington, Diretor Geral, que prontamente respondeu copiando o Chris Ferguson, Director de Pesquisas e de Relacionamento Internacional, que por fim organizou toda a visita.

 

O Government Digital Services (GDS)

Um dia no Government Digital Services (GDS) 2

 

“Serviços para o cidadão, não para o governo”

 

A agenda montada pelo time do Chris Ferguson foi muito interessante, com 9 sessões seguidas de 45 min a 1 hora, interrompidas apenas por um rápido almoço de 30 minutos.

 

Logo na primeira sessão Sam Roberts (apresentação), Gerente de Ciência de Dados, contou-nos que o GDS foi criado em 2010, motivado por dois eventos políticos relevantes: a carta enviada por Martha Lane-Fox ao Primeiro Ministro que exigiu uma resposta do governo ao problema da multiplicidade de websites que o governo britânico mantinha e, o perfil do primeiro ministro recém empossado Francis Maude, que tinha o tema da transformação  digital uma de suas prioridades.  Martha Lane-Fox foi designada em março de 2010 a primeira Digital Champion do governo britânico, com a atribuição de estruturar a unidade que seria responsável pela transformação digital do governo, o GDS.

 

O GDS tem por objetivo é liderar a transformação do governo através de digital, dados e tecnologia, atuando como consultor especializado nos departamentos, apoiando a atividade de transformação, fornecendo a infraestrutura do GOV.UK e dando uma contribuição claramente reconhecida e mensurável para a provisão de melhores serviços públicos.

 

 

O GDS foi criado como um departamento independente, vinculado ao gabinete do primeiro ministro, e com autonomia para:

  • Estabelecer e gerir o domínio único do governo, GOV.UK, migrando centenas de websites institucionais e de serviços para um único local
  • Redefinir o modelo de contratação de serviços de TIC, antes concentrado em poucos fornecedores (caros e inflexíveis) e em contratos de longo prazo (10-15 anos).
  • Acelerar a transformação dos serviços para a era digital, criando serviços para o cidadão, não para o governo.
  • Participar da alocação de orçamento de TIC dos departamentos. Tendo poder de veto nos mais elevados.
  • Criar capacidades através das agências e redefinir o perfil da força de trabalho do governo para os desafios da era digital.

 

O GDS conta hoje com 800 funcionários, distribuídos em diversos times que vão desde o Relacionamento com o Cliente, Design de Serviços, Formuladores da estratégia, Líderes técnicos, Cientistas de dados e Gerentes de produtos. (Estrutura organizacional do GDS).

Um dia no Government Digital Services (GDS) - Parte 1

 

O ambiente de trabalho no GDS é completamente distinto dos outros espaços do governo britânico. Eles mudaram a 1 ano para um endereço high tech na Whitchappel Av. número 10, onde ocupam 2 andares de um prédio todo envridraçado e espaços totalmente abertos, no estilo co-working. Lá, nem mesmo o prestigiado Kevin Cunnington, Diretor Geral, tem sua própria sala ou mesa, todos sentam-se em qualquer local, facilitando a comunicação e o entendimento do que está rolando.

Um dia no Government Digital Services (GDS) 3

 

Enquanto estávamos por lá, também nos acompanhou um colega chamado Harry, que trabalha no gabinete do Primeiro Ministro e estava lá fazendo um shadowing, espécie de tour de 1 dia que eles devem fazer a cada mês para conhecer atividades de departamentos distintos ao seu. Harry comentou conosco que o espaço físico no Cabinet Office é bem diferente, muito mais tradicional, com salas, baias e móveis antigos (tal qual os nossos no Brasil).

 

Nos próximos posts vou comentar cada uma das sessões, inclusive ressaltando os aprendizados, adaptações e alternativas para a estratégia brasileira.

 

Fiquem ligados! Forte abraço.

 

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