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Simulação em políticas públicas

15 de fevereiro de 2018
 |  Manoela Hartz

Recentemente, a Fundação de Inovação no Reino Unido (Nesta) publicou uma notícia muito interessante sobre os benefícios de se aplicar simulações no processo de formulação de políticas públicas. Diante da complexidade e imprevisibilidade inerentes ao processo de tomada de decisão, os formuladores de políticas precisam de novas ferramentas para ajudá-los a experimentar e explorar diferentes cenários. Nesse contexto, a simulação, como ferramenta, propicia a formulação de políticas mais criativas, eficientes e efetivas. Nada melhor do que analisar os casos concretos para se compreender como a simulação pode ser usada como um método no processo de formulação de políticas, não é mesmo? O Nesta encontrou oito exemplos do uso de simulação em políticas em diversos países. Por ora, vamos explorar apenas o caso da Realidade Virtual das Nações Unidas (UNVR) – veja todos os exemplos aqui!

Simulação em políticas públicas

Uma das maiores dificuldades em se provocar mudanças sociais é que os desafio  impostos às questões humanitárias estão muito distantes da vida cotidiana da maioria das pessoas. Diante disso, a série da UNVR usa narrativas imersivas (storytelling) para gerar mais empatia e compreensão sobre os principais desafios humanitários da atualidade. A UNVR faz parte de um movimento muito mais amplo destinado a ampliar a conscientização sobre as dificuldades que as comunidades vulneráveis ​​em todo o mundo experimentam todos os dias, particularmente no contexto de guerras, migração em massa e mudanças climáticas. Entre 2015 e 2017, a iniciativa produziu dez curtas com tecnologia de Realidade Virtual, cada um contando a história de vítimas de guerra ou refugiados.

Nos últimos anos, devido à possibilidade da imersão visual completa, a Realidade Virtual foi apelidada de “máquina de empatia”. Embora isso seja contestado por alguns, há um consenso em torno da capacidade da nova tecnologia de tornar qualquer assunto mais próximo e tangível. No entanto, como em todas as simulações, é necessário um elemento de simplificação do problema (não é possível simular determinadas situações por completo – como tudo o que se passa num campo de refugiados, por exemplo). De qualquer forma, a série UNVR descreve como os métodos de simulação, como Realidade Virtual e imersão, possuem a habilidade para aumentar a conscientização acerca de temas complexos, inserindo questões importantes na agenda política e influenciando os tomadores de decisão.

Mais um método para trazermos inovação para o setor público!

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