Como alcançar regulamentações menos burocráticas e mais baratas?

Como alcançar regulamentações mais simples e baratas?

29 de maio de 2018
 |  Talita Dantas
Um beco com saídas

É fato que as normas surgem repletas de boas intenções. E também que seus efeitos adversos, como procedimentos complicados e demorados, muitas vezes provocam grandes custos e aborrecimentos. Por essas e outras razões, há tempos se batalha por serviços públicos menos burocráticos, engessados e cheios de tantas regras.  Simplesmente acabar com a regulamentação raramente pode ser visto como opção. Como uma via de conciliação, uma experiência dinamarquesa, parece indicar um caminho.

Centrada na antropologia e na aprendizagem colaborativa, a Dinamarca criou um sistema que almeja proporcionar menores custos de conformidade para as empresas. O que se espera é melhorar a competitividade e o crescimento, a partir de uma regulamentação melhor – leia-se, que implique menos custos. Em linhas gerais, os dinamarqueses buscaram se aproximar do usuário final a fim de entender sua percepção quanto a que custos de regulamentação seriam dispensáveis. ​Ou seja, para além de criarem um regulamento, eles partiram para ver como funcionava na prática.

A experiência foi inicialmente testada no setor de regulamentações de caminhões, mas mostra potencial para ser aplicada em muitos outros segmentos. De acordo com Anne Berg, gerente de projetos da Mindlab:

“Ao conversar e observar, descobrimos o que os regulamentos realmente exigiam e até que ponto as pessoas que conviviam com eles achavam que eram significativos ou em que medida poderiam ser melhorados. Esse processo identificou regulamentações dispendiosas”. (tradução livre)

Após essa imersão na realidade de quem de fato suporta as imposições dos regulamentos, utilizou-se o “(Standard Cost Model – SCM), uma metodologia quantitativa que pode medir os custos de conformidade de leis e regulamentos.”

O SCM não se preocupa apenas com o viés financeiro. Ele também se importa com o tempo despendido. Além disso, dedica atenção à produção perdida em virtude do tempo investido em atender as exigências regulamentares.
Trata-se de uma metodologia de baixo custo. Não presume a análise e medição de custo de toda a legislação – o que demanda muito tempo e recursos financeiros. Em vez disso, requer análise apenas daquelas que, após a fase de verificação junto ao usuário final, se mostraram caras.

Assim, é possível medir os custos que a regulamentação realmente impõe às empresas. Além disso, pode-se identificar rapidamente regulamentos dispendiosos, de forma barata e rápida.

Dicas de sucesso – concentre-se no usuário e invista em aprendizagem colaborativa
Como alcançar regulamentações menos burocráticas e mais baratas? 1
Aos funcionários públicos que levem a sério o desenho de uma melhor regulamentação, Berg sugere duas ações cruciais e potencialmente transformadoras:

1) Envolver usuários finais e contratar antropólogos. Isso porque “a antropologia fornece métodos e ferramentas sistemáticas para entender como as regulamentações funcionam na prática para pessoas e empresas – e como elas podem funcionar melhor”.

2) Preparar o terreno para uma aprendizagem colaborativa e contínua entre formuladores de política e empresas.

 

A experiência dinamarquesa centrou-se especialmente no setor de regulamentação de caminhões. Suas conclusões mostram que a antropologia associada ao SCM possui potencial para gerar economia de milhões. Se considerarmos outras indústrias, a economia pode ser muito maior. Quer saber um pouco mais sobre o SCM? Acesse o Kit de Transformação de Serviços Públicos. Ele contém um Guia Prático do Modelo de Levantamento de Custos do Usuário de Serviços Públicos que vai ajudar você a colocar em prática o que eles já fizeram.

 

Fonte: https://apolitical.co/solution_article/want-craft-better-policy-hire-anthropologist/

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