28 e 29/01 – Registro de experiência: Campus Party 2016

25 de fevereiro de 2016
 |  Coordenação Sustentação DEIOP

Objetivo

O Inova – Departamento de Modernização da Gestão Pública foi convidado pela organização do evento Campus Party 2016 a apresentar os desafios e as oportunidades de inovação no setor público sob o tema “Geeks do Governo”.

A Campus Party Brasil é o maior evento tecnológico do mundo nas áreas de inovação, ciência, cultura e entretenimento digital. No Brasil, ocorre desde 2008. A nona edição brasileira aconteceu entre 26 e 31 de janeiro, em São Paulo. O tema é “Feel the Future”, que tem o intuito de inspirar e preparar o público para os desafios e mudanças dos próximos anos. Foram apresentadas inovações tecnológicas de vanguarda nas áreas de trabalho, economia, empreendedorismo, cidades, sociedade e educação. Durante a Campus Party, cerca de 8 mil participantes ficam hospedados em barracas de acampamento e outras 120 mil pessoas, aproximadamente, visitam o local.

Durante o evento são realizadas diversas atividades em paralelo, inclusive apresentações de debates em 6 palcos temáticos: principal, empreendedorismo, inovação, criatividade, entretenimento e ciência.

Para aproveitar ao máximo a oportunidade e viagem a São Paulo, planejamos outros encontros com potencial de troca de experiências e estabelecimento de parcerias para o desenvolvimento da cultura de inovação no setor público brasileiro.

Participantes

• Luis Felipe Salin Monteiro – Diretor do Inova
• Felipe Itaborahy – Coordenador do Inova
• Sérvio Túlio da Caetano da Costa Júnior – Equipe do Inova

Experiência e resultados

28 e 29/01 – Campus Party 

Palestra – Os Geeks do Governo

Luis Felipe Monteiro (@luisfsmonteiro), diretor do INOVA/Departamento de Modernização da Gestão Pública da Secretaria de Gestão, falou sobre o desafio e as oportunidades de inovação no setor público e compartilhou algumas experiências inovadoras já implementadas, como o InovaApps, Inovativa, Startup Brasil e StartupGov, bem como projetos em desenvolvimento, como o Laboratório de Inovação em Governo e Estratégia de Governança Digital (EGD).

“A Campus Party é um universo próprio, dinâmico e efervescente em críticas, ideias e tecnologia. Os desafios do Brasil são complexos e temos muitas oportunidades de inovação nos serviços públicos. Tenho a certeza que novos geeks passarão a empreender conosco a partir da participação no evento”, disse Luis Felipe minutos antes.

E de fato, durante a rodada de perguntas, houve manifestação do público, em grande parte composto por atuantes em startups, disponibilizando-se para conversar com o governo. “Tô muito feliz em ver essa abertura e quero ajudar o governo”, disse um deles publicamente.

“O evento gerou muito mais do que a exposição do governo e de seus projetos. A interação com os empreendedores, aceleradores e participantes aquece a rede de inovação, conecta pessoas que buscam além da rentabilidade dos seus negócios, a satisfação do bem-estar social da população brasileira e a simplificação da sua relação com os governos federal, estaduais e municipais”.


A visão de um servidor – Por Sérvio Tulio


A Campus Party é uma extraordinário mistureba de desenvolvedores, empreendedores, criativos e apaixonados pela ciência. Muitos jovens, muitos calejados exploradores de alternativas ao mainstream, muitos inovadores confirmados ou ainda no ovo. A impressão geral é de um passo largo e coletivo em direção a um futuro mais tecnológico, flexível, conectado, imaterial. Mas é sensível a relutante ausência de um ator fundamental em qualquer projeto de futuro.


A impressão é que, com poucas exceções, os participantes da Campus Party não têm muito contato com a administração pública em nenhuma esfera, por mais improvável que isso pareça. Afinal, o poder público tem a vocação de apoio e parceria com esse tipo de atores, e é notório haver incentivos e prêmios aos quais esses indivíduos poderiam aspirar. Mas essa notoriedade talvez não seja suficiente para alguém que não acredita que o governo tenha interesse por novas tecnologias e arranjos disruptivos e que, consequentemente, não busca no governo o apoio para desenvolver seus projetos. 


Esse ponto de vista não se deve nem à juventude nem à orientação empreendedora e libertária da maioria dos participantes do evento. É algo largamente difundido na sociedade brasileira e que causa danos dos mais diversos tanto ao Estado quanto à população. Entre esses danos constam, com certeza, as oportunidades perdidas de sinergia entre inovadores e governo. É responsabilidade da própria administração pública divulgar suas iniciativas mas aparentemente seus editais e publicações não chegam até esse público. Urge imaginar e multiplicar as formas de alcançá-lo e uma das mais singelas é, simplesmente, fazer-se presente nesse tipo de evento.


Um representante do governo federal passeando pela Campus Party suscita estranhamento e curiosidade. É evidente o quanto essas pessoas se sentem longe, antípodas mesmo, da supostamente desinteressada, antiquada e lapidar máquina estatal. A presença de seus representantes ali é surpreendente de uma forma que oscila entre três sentimentos, estampados automaticamente assim que o servidor se revela. O interesse de uma possível interação com um ator de tanto peso arregala os olhos.  A desconfiança de possíveis objetivos controlatórios e/ou cerceadores arqueia as sobrancelhas. E a esperança de que isso signifique uma mudança no governo, ou na forma com que eles o enxergam abre um sorriso nos lábios. 


Cabe a nós no governo fazer com que esse sorriso se confirme e se alargue.

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