Pokémon Go: como a nova febre pode contagiar o governo

18 de julho de 2016
 |  Izabel Garcia
Foto: Chris Helgren – Reuters

Não sei quanto a vcs, mas minha timeline no Facebook subitamente encheu-se de notícias e memes sobre Pokémon Go. No início eu ignorei, afinal, passei dos 10 anos de idade já tem algum tempo, então, para que eu iria querer saber sobre um joguinho de Pokémon? Mas foi ficando cada vez mais e mais difícil ignorar ao ver imagens como estas:

 

Minha curiosidade se aguçou: por que diabos esse jogo está tendo tanta repercussão?

Pokémon Go é um jogo de realidade aumentada da Nintendo disponível gratuitamente para Android e iOS. Diferentemente da realidade virtual, que cria um mundo inexistente
aos olhos do jogador e necessita de óculos especiais, a realidade aumentada
insere elementos que não existem no mundo real. Ou seja, a câmera do seu celular vai mostrar o ambiente ao seu redor, além de pokémons e outros elementos. O objetivo é caçar os bichinhos. Vc tb pode treiná-los para conseguir dominar ginásios.

Assista ao trailer do jogo:

 

De acordo com a Revista Exame, apenas 7 dias após seu lançamento nos EUA, o jogo alcançou 65 milhões de usuários e a iniciativa privada já arrumou um jeito de lucrar com ele. Muitas lojas estão propagando ser “Poke Stops”, um lugar onde os
jogadores podem pegar novas bolas Pokémon e aumentar o seu nível de
poder dentro do aplicativo, para atrair clientes. O efeito é imediato! Especialistas dizem que é apenas uma questão de tempo antes de grandes marcas se juntarem a esse movimento.
E, governo inovador que somos, não podemos ficar de fora dessa! Pokémon Go ainda não chegou ao Brasil, mas é bom, porque assim temos tempo para fazer um bechmarking com países onde ele já virou febre. Vamos lá:
1) Nos EUA, órgãos públicos estão utilizando o jogo para atrair visitantes para monumentos e outros pontos de interesse, criando uma experiência divertida e educativa sobre sua história e seu trabalho. O capitólio de Minnesota, por exemplo, tornou-se um ginásio de pokémon. E outros 20 monumentos e memoriais contêm “guloseimas” para os jogadores coletarem. À primeira vista, pode parecer algo bobo, mas isso fortalece os laços comunitários e cria orgulho e interesse pelo lugar onde vivemos.
2)  A melhor forma de caçar pokémons é caminhando. Podemos utilizar o jogo para promover a saúde e, por exemplo, combater a obesidade infantil. Além disso, reduzir o uso de carros é sempre uma agenda importante, seja pela questão ambiental, seja para melhorar o trânsito e os problemas com estacionamento nas cidades.
3) O voto não é obrigatório nos EUA. Assim, como forma de incentivar o engajamento público, sugeriu-se colocar pokémons raros nos locais de votação. Essa tática poderia ser utilizada para atrair cidadãos a qualquer lugar.
E vc, consegue pensar em outros usos para o jogo no governo? Deixe aqui seu comentário!

Saiba mais sobre seu uso em governo no site: https://www.govloop.com/community/blog/how-to-use-pokemon-go-for-government/

 

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2 Comentários

  • Brayam Gonçalves disse:

    Podemos usar a força do engajamento para identificação das principais dores da sociedade na prestação dos serviços públicos. Que tal colocarmos pokets stops, pokemons raros, ginásios de pokemons nos postos de saúde, hospitais, Detrans, pontos do NaHora, etc e solicitar ao cidadão que enviem sugestões de melhoria nos processos de atendimento e ao fazerem isso ganham pontos no jogo? É uma ideia…

  • Carol Rattacaso disse:

    Muito interessante! Já podemos começar a pensar em nossas iniciativas a partir desse jogo e inserir o cidadão no contexto da gestão pública inovadora!

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