Obama e os “New Techies”

30 de março de 2016
 |  Coordenação Sustentação DEIOP

 

Vivemos numa era em que manifestações políticas de grandes proporções e até insurreições são mobilizadas por meio do uso intensivo das redes sócias e das modernas tecnologias da informação.

Foi, em grande parte, com base na implementação de uma ousada estratégia de propaganda por meio das redes sociais, sob o lema “Yes, We Can!, que o então candidato a presidente dos EUA, Barack Obama, atraiu a atenção e conquistou o coração do eleitorado americano para a conquista do seu primeiro mandato à frente da Casa Branca, em 2008.

Uma vez na presidência, Obama cumpriu sua promessa de campanha de instituir um programa de saúde pública dirigido à população mais pobre, o “Medical Care”. Quando opositores se lançaram às redes sociais para criticar o programa, o que começava a ameaçar a sua credibilidade frente à opinião pública, Obama cercou-se de meia dúzia de engenheiros e técnicos talentosos que já haviam provado suas capacidades inovadoras em empresas de alta tecnologia de comunicação, como o Google, com apoio dos quais foi à luta pela manutenção de sua “menina dos olhos”.

Da bem sucedida estratégia de salvação do “Medical Care” surgiu, então, a ideia do governo americano internalizar os talentos, disponíveis no mercado, chegando a uma centena e meia de “new techies”: pessoas cujos pedigrees no Vale do Silício já eram reconhecidos, com passagens bem sucedidas em grandes empresas para as quais desenvolveram sistemas complexos, tecnologias de informação inovadoras, estratégias de comunicação, etc. Estes talentos foram incorporados à Casa Branca com a finalidade de aprimorar, ou refazer, os sistemas digitais por meio dos quais o governo opera e, com isso, gerar o tipo de eficiência, agilidade e eficácia que definem os maiores casos de sucesso do Vale do Silício.

Como reagiria a burocracia do estado brasileiro a uma experiência inovadora como essa? Seria esse um caminho a ser explorado como forma de impulsionar ganhos de eficiência, agilidade e eficácia na prestação de serviços públicos no Brasil?

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