O que leva uma pessoa a participar de Hackathons promovidos pelo setor público?

O que leva uma pessoa a participar de Hackathons promovidos pelo setor público?

14 de janeiro de 2019
 |  Josivania Farias

O que leva uma pessoa a participar de Hackathons promovidos pelo setor público?

Curiosos em responder a essa pergunta, Gabriel Ferreira e eu, fomos buscar a resposta por meio de um survey realizado com 308 questionários aplicados com Hackers que participaram de diferentes Hackathons promovidos pelo setor público em diversas esferas: federal, estadual, municipal, no Brasil. As experiências de citizen-sourcing (conceito originário da ideia de crowdsourcing, para aplicação no setor público) promovidas por meio de Hackathons mostram que é possível desenvolver soluções para problemas no governo a partir da participação social em um curto espaço de tempo (durante uma maratona hacker, por exemplo).

Nosso objetivo era identificar a influência de oito variáveis que a literatura indica como possíveis motivadoras da participação de pessoas em esforços de citizen-sourcing promovidos pelo setor público, a saber: reconhecimento, diversão, aprendizagem, recompensas financeiras, recompensas não financeiras, altruísmo, ideologia e, por fim, uma variável mediadora chamada atitude. Todas, em nossas hipóteses, foram consideradas como influenciadoras do número de participações dos sujeitos da pesquisa em Hackathons promovidos pelo setor público brasileiro. Por trás dessas variáveis há algumas teorias de base importantes, tais como a Self-Determination Theory (SDT) e a  Theory of Planned Behavior (TPD). A SDT distingue fatores motivacionais intrínsecos e extrínsecos que levam um sujeito a querer fazer alguma coisa. Já a TPD busca explicar a atitude do sujeito em direção a determinado comportamento. Se esse comportamento é favorável ou desfavorável, isso poderá explicar a ocorrência de determinado comportamento.

Bem, como resultado final, nosso estudo descobriu que: reconhecimento, aprendizado, recompensas financeiras e diversão influenciam significativamente a atitude e esta, por sua vez, é uma mediadora da relação entre as variáveis citadas e o número de participações dos sujeitos em Hackathons. Por essa razão, a gente apresenta, no artigo, as implicações teóricas e gerenciais para estudiosos e agentes públicos interessados em engajar cidadãos na resolução de problemas públicos.

Se você tiver interesse em ler o trabalho completo, publicado pela Brazilian Administration Review (BAR), basta clicar em: http://www.scielo.br/pdf/bar/v15n3/1807-7692-bar-15-03-e180006.pdf

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Josivania Silva Farias é doutora em Administração e  professora na Graduação em Administração (FACE/ADM) e na Pós-Graduação em Administração (PPGA) da Universidade de Brasília, E-mails: josivania@gmail.comjosivania@unb.br

 

Gabriel de Deus Ferreira é mestre em Administração pelo PPGA da Universidade de Brasília, E-mail: gabriel.dfer@gmail.com

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