Mudando o design de uma cidade para incluir as mulheres

Mudando o design de uma cidade para incluir as mulheres

18 de outubro de 2017
 |  Izabel Garcia

Em 1999, funcionários de Viena, capital da Áustria, decidiram perguntar aos moradores de uma região com que frequência e por que eles usavam transporte público. Os homens rapidamente responderam a pesquisa, sendo que a maioria deles ia para o trabalho de manhã e voltava para casa de noite. Mas as mulheres tinham padrões muito mais complexos de deslocamento, relatando levar e buscar filhos na escola, levá-los ao médico, auxiliar os pais com as compras e muitas outras atividades. Assim, as mulheres usavam mais transporte público e também andavam mais a pé que os homens.

Reconhecendo isso, os planejadores da cidade decidiram criar um plano para melhorar a mobilidade dos pedestres e ampliar o acesso ao transporte público. Eles alargaram as calçadas, melhoraram a iluminação para promover maior segurança à noite, construíram rampas para facilitar o acesso a carrinhos de bebê e cadeiras de rodas… Isso tudo faz parte da política de “Gender mainstreaming” (ïntegração de gênero”, em tradução livre), algo que acontece em Viena desde o início dos anos 90 e tem reformulado a cidade desde então.

Essa mudança, contudo, já recebeu muitas críticas. Ao se falar em integração de gênero, muitas pessoas ainda perguntam: “Isso é realmente necessário?” ou até “Isso quer dizer que iremos pintar as ruas de rosa?”. Para se distanciar dos estereótipos, o termo “Fair shared city” (“cidade compartilhada de forma justa”, em tradução livre) tem sido preferido.

E você, o que acha desse tipo de política?

Para saber mais, clique aqui e leia a matéria original.

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