Internet das Coisas

19 de julho de 2016
 |  Coordenação Sustentação DEIOP
Você
já ouviu falar em Internet das
Coisas? Se não ouviu pode ter certeza: você ainda ouvirá muito sobre
esse assunto.
A Internet das Coisas (do
inglês, Internet of Things – IoT) é uma revolução tecnológica
em que numerosos objetos do seu dia a dia estarão conectados à internet e se
comunicando mutuamente. Mas o que exatamente isso quer dizer?
Os
produtos industriais e os objetos de uso diário poderão vir a ter identidades
eletrônicas ou poderão ser equipados com sensores que detectam mudanças físicas
à sua volta. Estas mudanças transformarão objetos estáticos em coisas novas e
dinâmicas, misturando inteligência ao meio e estimulando a criação de produtos
inovadores e novos serviços. A ideia é que, cada vez mais, o mundo físico e o
digital se tornem um só, através dispositivos que se comuniquem com os outros,
os data centers e suas nuvens.
E
o que isso tem a ver com o Governo Brasileiro? Tudo. A internet das coisas pode
ser utilizada de forma a agregar e facilitar a vida do cidadão. Veja alguns
exemplos:
– pacientes de hospitais e clínicas podem
utilizar dispositivos conectados que medem batimentos cardíacos ou pressão
sanguínea, por exemplo, e os dados coletados serem enviados em tempo real para
o sistema que controla os exames;
– 
sensores espalhados em plantações podem dar informações bastante precisas sobre
temperatura, umidade do solo, probabilidade de chuvas, velocidade do vento e
outras informações essenciais para o bom rendimento do plantio. De igual forma,
sensores conectados aos animais conseguem ajudar no controle do gado: um chip colocado
na orelha do boi pode fazer o rastreamento do animal, informar seu histórico de
vacinas e assim por diante;
– usuários de transporte público podem saber pelo smartphone ou em telas
instaladas nos pontos qual a localização de determinado ônibus. Os sensores
também podem ajudar a empresa a descobrir que um veículo apresenta defeitos
mecânicos, assim como saber como está o cumprimento de horários, o que indica a
necessidade ou não de reforçar a frota;
– sensores
em lixeiras podem ajudar a prefeitura a otimizar a coleta de lixo; já carros
podem se conectar a uma central de monitoramento de trânsito para obter a
melhor rota para aquele momento, assim como para ajudar o departamento de
controle de tráfego a saber quais vias da cidade estão mais movimentadas
naquele instante.
No
Brasil, a implantação da IoT é responsabilidade da Câmara de Gestão do
Desenvolvimento de Sistemas de Comunicação Máquina a Máquina
(Machine-to-Machine – M2M), órgão multissetorial formado por membros do
governo, academia e associações. Por isso o desenvolvimento de sistemas de
aplicação da Internet das Coisas foi tema de missão de técnicos do Ministério
da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) à Europa. A iniciativa
está inserida no escopo da ação “Políticas Cibernéticas – Desenvolvimento de
Ecossistema M2M/IOT – Mapeamento e Estudo Comparativo Brasil-UE”, realizada no
âmbito da 8ª convocatória do Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia-­Brasil,
iniciativa conjunta do Ministério do Planejamento e da Delegação da União
Europeia no Brasil.

De acordo
com Maik Deive, analista de Infraestrutura do MCTIC, a missão
brasileira teve contato com diversas pessoas que estão no centro da discussão
relacionada à Internet das Coisas na Europa. O
contato dessas pessoas servirá de apoio aos novos questionamentos que surgirão
ao traçar uma política pública do Brasil para o desenvolvimento e a
implementação das soluções de IoT no país. A missão permitiu verificar o estado
da arte na Espanha e Portugal em relação à Internet das Coisas para consolidar
conceitos, quebrar paradigmas, aprender com erros já experimentados e
contribuir para o conhecimento da realidade.​

Posts Relacionados



2 Comentários

Deixe um comentário:

Assine nossa revista


POSTS PUBLICADOS

Agencia Mobidick