InovaGov nas manchetes!

16 de dezembro de 2016
 |  Coordenação Sustentação DEIOP

Foram dez diferentes cenários para o final de 2018. Dez manchetes de revista sobre o sucesso e o fracasso da InovaGov – essa foi a forma que nós encontramos para pensar um pouco em nossas estratégias para os próximos dois anos. E o que saiu de medidas a serem tomadas e riscos a serem devidamente considerados foi bastante bacana e merece ser compartilhado.

Aqui vai, então!
 

Como ponto de partida, está claro: nós precisamos seguir nos integrando e envolvendo outras instituições e aí temos que falar em Governo inovador como um todo (todos os Poderes e todas as esferas), a iniciativa privada e as universidades como parceiras e, como centro de tudo, o cidadão. E por que tudo isso? Porque o cidadão precisa ser o foco de nossas ações e não deve receber soluções setorizadas e fragmentadas, ou informações dispersas em diversas plataformas. Porque, também, precisamos de parcerias (até mesmo com redes sociais) para obter dados e aplicativos de qualidade  e precisamos ver nossos objetivos convergidos. E como? Engajando equipes para esse trabalho, pensando em uma plataforma única para o cidadão e utilizando metodologias para desenvolver serviços inovadores focados no usuário.

Internamente, precisamos lidar com nossos gestores, buscando patrocínio nos níveis estratégicos para obter respaldo institucional e buscando formas de ampliar a autonomia (com responsabilização, é claro) – a ruptura de projetos por gestões personalistas certamente seria reduzida com essas conquistas, vocês não acham?

Sobre as Startups, surgiram excelentes ideias (que serão muito bem aproveitadas nas conversas entre a InovaGov e elas): monetizar os serviços públicos e os produtos, bem como facilitar investimentos anjo foram ideias que apareceram mais de uma vez.

Para envolver o cidadão, ampliar e baratear o acesso a serviços, e permitir o voto direto na aprovação de políticas públicas (usando o blockchain para nos mantermos seguros) foram ótimas ideias que também surgiram. Trabalhar a comunicação com nosso público também é importante e surgiram ideias sobre como facilitar o acesso a informações públicas divulgadas, aumentar a comunicação de soluções desenvolvidas e facilitar o acesso digital do cidadão.
E, como não poderia deixar de ser, precisamos lidar com alguns panos de fundo…
A cultura organizacional do setor público é uma das principais motivações para a existência da InovaGov, já que inovação é algo bastante estranho a quem, por muito tempo, precisou zelar pela estabilidade e controle de suas ações. Como consequência, para inovar, precisamos combater o insulamento burocrático, os excessos procedimentais e a resistência à mudança. Especificamente quando falamos em abrir os dados do governo – o que nos aproxima do cidadão e facilita o trabalho social por parte das startups – surge uma resistência dos órgãos, vista como medo da perda de poder e falta de compromisso. Outras ideias para continuar esse trabalho rumo a uma cultura organizacional mais inovadora foram trabalhar a confusão que existe entre inovação e a pura aplicação de tecnologia, a tendência a querer “guardar” ideias para que não sejam “roubadas” e a busca por um ideal que nunca chega. 
Como resultado de uma cultura mais inovadora espera-se que as soluções do governo sejam experimentadas e validadas pelo cidadão antes de colocadas na rua, tornando-se menos complexas e mais próximas a suas necessidades (olha aí aquela outra ideia de criar mais laboratórios de inovação no governo!). Em suma, plagiando a fala de um colega, “o governo entender que a sociedade civil organizada é mais poderosa do que ele mesmo”.

E como falar em aproximação do setor privado sem tratar da Lei nº 8.666, a famosa lei de contratações, tão cheia de restrições? Como sugestões, apareceram (mais de uma vez) a criação de um banco de especificação de produtos e preços do Governo federal, possibilitação da compra de inovação e percepção de que o retorno para o cidadão é mais relevante do que custo do investimento. Aliás, fica a dica para conhecer um pouco sobre como a nova versão da lei, já aprovada pelo Senado Federal, vem tratando a figura do Diálogo Competitivo!

Alguns riscos (ou seriam oportunidades para justificar a inovação no setor público?) também foram mapeados, como as restrições orçamentárias, a crise econômica e a conjuntura instável.

É isso, pessoal! Viram como temos muitas ideias para intervenção, né?!
Ano que vem, temos muita massa para colocar as mãos! 😉
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