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Habilidades do servidor público do futuro

24 de agosto de 2018
 |  Talita Dantas

Não é de hoje que para ser um bom servidor público, muito mais que desejar os benefícios da Lei 8.112/90, é preciso sentir a missão de servir à sociedade. No entanto, frente ao ambiente de constantes mudanças promovido pela atual revolução tecnológica, para além do senso de propósito social, novas habilidades têm se tornado cada vez mais necessárias.

Nessa linha, a Apolitical, uma rede online e gratuita que conta com uma plataforma de publicação para servidores públicos, realizou um quiz para verificar o grau de inovação dos servidores públicos. A iniciativa é parte de um esforço contínuo para entender a prontidão dos servidores para a mudança, frente à revolução digital, a qual, estima-se, reduzirá em 77% os cargos públicos hoje existentes.

Mesmo que seu score no teste não tenha sido dos melhores, não precisa se desesperar! Há tempo suficiente para se capacitar. Confira o que será essencial para o servidor 4.0.

Análise de dados

Anteriormente, conhecer sobre dados era indispensável apenas para estatísticos e profissionais de inteligência. Hoje, conhecer de Big Data é muito importante para o embasamento do processo decisório no tocante a políticas públicas. Você não precisa ser um cientista de dados, mas deve saber analisá-los para melhorar a vida dos cidadãos, tornando os serviços públicos mais eficientes e menos custosos para o usuário.

“No futuro do trabalho, todo servidor terá que lidar com dados na prestação de serviços”. Logo, é premente superar a visão equivocada do Big Data como algo sem forma, confuso, avassalador. Big Data é uma ferramenta que pode nos ajudar a fazer mais pelos cidadãos com menos recursos. Isso é muito necessário numa era de orçamentos reduzidos e inovação tecnológica constante.

Inteligência artificial

Inteligência artificial e machine learning são duas competências diferenciais para o servidor do futuro. Cada dia mais, os governos vêm se utilizando de inteligência artificial para se manterem mais próximos dos cidadãos. No nosso Portal de Serviços, a Beta está sempre disponível para ajudar o cidadão com repostas céleres e assertivas. E isso é só o começo!

Design thinking

Governos, muitas vezes, perdem o foco. Fazem políticas públicas para “ninguém”. Nessa linha, design thinking é uma abordagem colaborativa que incentiva os servidores a saírem de seus silos departamentais e a utilizar um design de serviços mais arriscado e inovador, com foco no usuário. É uma metodologia tanto de resolver problemas quanto de moldar políticas, que põe o cidadão no centro das decisões e permite uma construção conjunta de soluções levando em conta o que é de fato importante para ele.

Comece a se aprofundar no assunto com o kit de ferramentas: design thinking para o serviço público, elaborado pelo Gnova. Outros materiais você encontra na nossa biblioteca.

Insights comportamentais

Trata-se de uma metodologia que se volta ao direcionamento de comportamentos para melhores decisões e para redução de custos. A partir da observação de minúcias de como agimos e de nudges, como mensagens de texto ou cartas personalizadas,  busca-se provocar mudanças comportamentais.

É uma abordagem ainda incipiente, mas que já mostrou grandes resultados, por exemplo, no aumento do número de doadores de órgãos na inglaterra. No futuro, espera-se que o uso de insights comportamentais ajude a resolver problemas arraigados e até inconscientes como preconceitos e desigualdades de gênero.

Onde posso me capacitar?

Há diversos sites que oferecem cursos online nessas áreas. Alguns gratuitos. Noutros, só o certificado é cobrado. Confira o que mais se ajusta a você:

 

Mais sobre o assunto você pode conferir na apolitical.co. Lá você pode se conectar online com inovadores de 100 países. Além de ler artigos sobre o que funciona e receber aconselhamento gratuito.

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