Governo sem papel: como servidores usuários do SEI avaliam o sistema?

20 de fevereiro de 2019
 |  Josivania Farias

Meus caros,

No volume 69, nº 4 de 2018 da Revista do Serviço Público (RSP/ENAP) saiu um artigo nosso, que é resultante de uma pesquisa no MJ sobre a adoção do sistema SEI. Como temos acompanhado no site do Ministério do Planejamento (http://www.planejamento.gov.br/pensei), a situação atual de adoção do sistema no setor público brasileiro (pois já ultrapassa apenas os órgãos da administração federal direta), é a seguinte:

 

Adesão ao Processo Eletrônico Nacional (PEN)

GESTÃO DO SISTEMA ELETRÔNICO DE INFORMAÇÕES (SEI) – ATUALIZADO EM 14/02/2019

FEDERAL ENTIDADES PARAESTATAIS ESTADUAL MUNICIPAL ESTATAIS TOTAL
Formalizado1 15 21 15 128 28 207
Cessão autorizada2 20 15 4 0 0 39
Implantado 88 5 9 2 6 110
Total 123 41 28 130 34 356

1.Pedido formalizado, aguardando autorização.
2.Acordo de Cooperação Técnica assinado.

 

Buscando conhecer como os servidores públicos estão avaliando o sistema (no geral, o SEI substitui outros sistemas anteriores, ou corresponde a um primeiro esforço de adoção de TICs pelos órgãos públicos, com vistas à redução de papel nos processos administrativos), nós, Denise de Carvalho Pires Fulton, Josivania Silva Farias, Solange Alfinito, Juliana Pascualote Lemos de Almeida, fizemos um estudo quantitativo, por meio de um Survey com 208 questionários aplicados a usuários do SEI no MJ. O trabalho, intitulado “ADOÇÃO DO SISTEMA ELETRÔNICO DE INFORMAÇÕES (SEI) PELO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA: UMA AVALIAÇÃO NA ÓTICA DE USUÁRIOS”, teve como objetivo investigar a atitude de usuários em relação ao SEI adotado pelo MJ, baseando-se em dimensões de adoção de tecnologia segundo Moore e Benbasat (1991).

Como resultados, verificou-se que: há atitude favorável em relação ao SEI; grupos de usuários que utilizam o SEI há mais tempo diferiram em relação à percepção de usuários iniciantes quanto a: vantagem relativa, compatibilidade e testabilidade do sistema; pessoas mais velhas valorizaram a facilidade de uso e a testabilidade, enquanto as mais jovens valorizam a demonstrabilidade de resultados oferecida pelo sistema. O estudo recomenda reflexões sobre a percepção da ‘vantagem relativa’ no uso do sistema, e também novas aplicações do instrumento, que passou por testes de confiabilidade, em outros órgãos públicos adotantes do SEI no país.

A quem interessar ler o trabalho completo, basta acessar: https://revista.enap.gov.br/index.php/RSP/article/view/3624

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