Gamificação: muito mais que pontos, badges e leaderboard

Gamificação: muito mais que pontos, badges e leaderboard

27 de abril de 2018
 |  Izabel Garcia

Há tempos já sou entusiasta do tema gamificação, inclusive já fiz alguns posts no blog sobre o assunto (como este e este outro). Esta quarta fui a um curso da Ekoá que curti muito, e gostaria de dividir com vocês alguns coisas legais que aprendi.

Lá foram dadas duas definições de gamificação:

  • O uso de elementos de jogo e técnicas  de design de jogo em contextos não-jogo (Werbach e Hunter – 2012)
  • Design centrado na motivação humana, em oposição à função das coisas (Yu-kai Chou – 2015)

Já viram que “design” é uma palavra frequente, né? Tem toda a cara da InovaGov!

Foi explicado também um pouco sobre o círculo mágico,  conceito criado por Johan Huizinga em seu livro Homo Ludens. Funciona mais ou menos assim: no início, temos apenas a nossa realidade como referência. Mas, ao entrarmos no círculo mágico, as coisas ganham nova dimensão e significado. Elas podem se comportar de forma diferente da que estamos acostumados fora do círculo. Nessa experiência lúdica, podemos apresentar novas informações de forma gradual, divertida e completamente diferente da nossa realidade. Então, quando saímos desse círculo mágico, temos nossa percepção alterada pelas experiências vivenciadas dentro dele. Isso possibilita enxergar novas maneiras de resolver um problema. Genial, né? Saiba mais sobre o círculo mágico clicando aqui.

Mãos à obra! Dicas de gamificação:

Quando se fala em gamificação, muita gente faz a associação imediata a PBL (points, badges, leaderboard), mas a verdade é que uma boa estratégia vai muito além disso. Como fazemos em  “desgin thinking”, é preciso conhecer a dor das pessoas para gamificar bem. Saber seus interesses e suas necessidades é fundamental. Por exemplo, podemos chegar à conclusão de que um viés competitivo não é ideal para determinada situação. Não queremos ver pessoas se digladiando ou burlando as regras só para vencer! Hehe! Nesse caso, uma abordagem cooperativa será muita mais efetiva. É importante destacar também que empresas/órgãos públicos que não têm bons processos não estão prontas para gamificação. É necessário certo grau de maturidade, justamente para que saibamos “onde o sapato aperta”.

Gamificar é mais complexo do que parece. As metas precisam ser SMART – considerar 5 atributos: (Específico), (Mensurável), (Atingível), (Relevante) e T (Temporal). Dessa forma, posteriormente poderemos medir o ROI (retorno sobre o investimento). Essa medição não precisa ser em dinheiro, mas, com certeza, esperamos algum tipo de retorno ao fazer esse tipo de intervenção, seja em produtividade ou alguma outra melhora percebida. Ah, e por falar em dinheiro, vale ressaltar que o prêmio ou recompensa ao vencedor não precisa ser algo significativo, pode ser apenas simbólico. Muitas vezes, tudo que as pessoas querem é reconhecimento, que não custa nada!

Não necessariamente a gamificação digital é melhor que a analógica, cada uma tem suas vantagens e desvantagens. A digital alcança maior escala e tem feedback instantâneo, contudo, sua materialidade é fraca. A ação concreta é muito poderosa, então, se for possível gamificar de forma presencial (ex: jogos de tabuleiro), isso costuma ser recomendado. Mas, se você quiser ter um alcance maior, aí vai precisar da digitalização…

 

Pois é! Teve muito mais coisa no curso, mas vou finalizando por aqui da mesma forma como eles finalizaram lá, com a frase de Al Gore:

“Games are the new normal.” 

Bora gamificar?

Posts Relacionados



0 Comentários

Deixe um comentário:

Assine nossa revista


POSTS PUBLICADOS

Agencia Mobidick