Felicidade, um bom negócio

Como a felicidade de seus colaboradores pode alavancar seus resultados

29 de maio de 2018
 |  Talita Dantas

Há alguns anos, um professor iniciava sua aula na pós-graduação sobre direito à felicidade. Mal anunciou o assunto, um grupo de alunos caiu na gargalhada: “e desde quando felicidade é um direito”? O tempo passou. O assunto pegou. E hoje não só é visto com naturalidade no mundo jurídico, mas também como uma oportunidade de negócios.

Em 2012, a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas – ONU instituiu o dia 20 de março como o dia internacional da felicidade. Segundo ela, porque “a felicidade é um dos objetivos fundamentais do ser humano” e porque precisamos de “uma abordagem mais inclusiva e equilibrada ao crescimento econômico que promova o desenvolvimento sustentável e o bem-estar”. A partir daí, a ONU vem reconhecendo como novo paradigma do desenvolvimento um indicador há muito tempo adotado no Butão.

No pequeno país sul-asiático, mais importante que o PIB (produto interno bruto) é o FIB (Felicidade Interna Bruta), um indicador composto, para muito além da lógica meramente monetária, de nove perspectivas: bem-estar psicológico, uso do tempo, vitalidade da comunidade, cultura, saúde, educação, diversidade do meio ambiente, padrão de vida e governança.

Feliciência – a ciência da felicidade!

Como a felicidade de seus colaboradores pode alavancar seus resultados

Inspirada por essa onda de felicidade, a comunicóloga Carla Furtado criou o Instituto Feliciência. Espec ializado em felicidade pessoal e corporativa, o Feliciência atua a partir da Filosofia, da Psicologia Positiva e da Neurociência, para propagar a cultura butanesa.

A experiência do instituto mostra que felicidade não é só um direito, mas um investimento. O Hospital Anchieta, pioneiro na implementação do projeto de felicidade proposto, é um bom exemplo disso. Ao adotar a “felicidade como estratégia de negócio”, o case do hospital se tornou referência internacional.

Basicamente, o projeto concentrou-se em utilizar o FIB para medir o nível de satisfação dos colaboradores e em adotar ações que propiciassem a melhoria das áreas que o compõe. Foram inseridas na rotina do hospital atividades de fomento à produção cultural e meditação,

por exemplo. Ao contribuir para o aumento do bem-estar e da qualidade de vida de seus talentos, o Anchieta acabou por conquistar aliados engajados com o propósito institucional de proporcionar momentos memoráveis aos seus clientes, a quem se referem como hóspedes.

Depois de focar esforços em aumentar a felicidade de seu elenco de colaboradores, o hospital viu seu lucro crescer em 12,5%. É ou não é um bom negócio?

 

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