DICAS DE Storytelling - APLIQUE, PRATIQUE, E ENCANTE

Dicas de storytelling – aplique, pratique e encante

23 de agosto de 2018
 |  Talita Dantas

Storytelling – a arte de contar histórias – é uma ferramenta tão antiga quanto poderosa. Usada na educação, no marketing, na política, na religião, etc., não é boa e nem ruim em si mesma. Depende de que uso se dá a ela. “Desde os tempos imemoriais a estória é utilizada como instrumento para ensinar, informar, entreter, reforçar crenças – e dominar! Hoje se chama ‘fidelizar o cliente’ “, diz James Mcsill. De qualquer maneira, uma coisa sobre as histórias é certa, podemos encantar o público com as nossas!

Seja você mesmo

Cada um de nós percebe a realidade de uma maneira diferente. Assim, um mesmo fato pode render diversas histórias, a depender de quem conta. Não é importante ter necessariamente um determinado estilo ou usar certas palavras. O importante é usar as suas palavras, contar do seu jeito e transmitir a emoção que você vê, que você percebe no momento.

Às vezes, é justamente a preocupação em “contar como fulano conta ou escrever como beltrano escreve” o que nos impede de nos expressar bem. É preciso encontrar a própria voz .

Defina objetivos e forneça detalhes contextuais

A estrutura clássica de storytelling envolve ter um objetivo claramente definido. Por exemplo, entreter, educar, provocar uma mudança de comportamento, conscientizar, etc ou, no caso da escrita autoapreciativa, compreender, harmonizar. A partir dele, é que a história se desenvolve.

Uma vez definido o objetivo, passamos a contextualização. Ou seja, fornecemos os detalhes necessários ao bom entendimento da história. Esses detalhes envolvem, dentre outras coisas, o local, a época, os costumes das pessoas envolvidas. Posteriormente, evidenciamos o conflito.

Inspire-se na jornada do herói

Esse conflito é classicamente representado pela jornada do herói, a qual, resumidamente, narra a saga de um herói que, ao receber um chamado, abandona o mundo comum em que vive, e parte numa aventura por um mundo especial. Nesse mundo novo e cheio de aventuras, com a ajuda de um mentor e de alguns aliados, enfrenta uma série de provas e desafios, até chegar à caverna secreta, aquela que guarda os maiores tesouros e que requer do herói que enfrente seus maiores medos .

Ao adentrar nessa caverna, o herói se defronta com a morte (ou a quase morte). Este momento, o da grande provação, é o clímax. Depois de renascer, o herói então decide retornar ao seu mundo e empreende uma jornada de volta para casa, onde chega transformado por sua aventura e de posse do
elixir (o tesouro conquistado na saga).

Identificamo-nos com esse tipo de estrutura, porque ela reflete simbolicamente os estágios que temos de percorrer em nossas vidas para vencermos os nossos desafios . O bom contador de histórias trabalha para gerar uma forte conexão na audiência, a qual deve se fundir ao herói, de modo a se
enxergar na trajetória dele. Para fazer isso, você deve investir não em contar, mas em mostrar a história, em fotografar com as palavras. Quanto mais os detalhes permitirem ao seu público visualizar e sentir o que seus personagens sentem, mais ele se sentirá envolvido pela sua história.

Portanto, não se esqueça de pensar nos nossos cinco sentidos (tato, olfato, visão, paladar e audição), para encantar por meio de uma experiência verdadeiramente sensorial. É isso que tornará a experiência de quem ouve, vê ou lê a história memorável.

Conte suas próprias histórias

Para se tornar um bom contador de histórias, invista em contar as suas. Você já as conhece muito bem e sabe melhor que ninguém qual o sentimento, o sabor, o cheiro, o som, a cor daquilo que viveu. Quanto mais você se esforçar e tornar-se consciente desses detalhes, mais fácil será percebê-los nas
circunstâncias do dia-a-dia.

As histórias estão em todo lugar! O problema é que muitas vezes a gente não percebe – passamos muito tempo presos nos nossos pensamentos, nos nossos celulares, nos nossos problemas e não enxergamos a história que está bem na nossa frente – a começar pela história do outro, com quem a
gente convive todo dia. Você sabe quantas jornadas do herói o seu colega de trabalho já travou?

Como diria Proust, “a verdadeira origem da descoberta consiste não em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos“. Abra-se ao novo. Explore as histórias. Aprenda e cresça com elas. Ao perceber o quão valiosas elas são, provavelmente você desejará ajudar os outros a crescer também.

“Contar histórias é uma das mais belas ocupações humanas.” Eça de Queiroz

*Extraído do E-book O Poder das Histórias, de Talita Dantas.

**Outras dicas, você encontra aqui.

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