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De que formas pais de alunos podem ser parceiros da escola, na coprodução da educação pública?

03 de maio de 2019
 |  Josivania Farias

Continuando nossa série de reflexões sobre inovação no setor público e, dentre os assuntos, destacando a coprodução com uma forma de engajar pais/responsáveis/ tutores de alunos do ensino fundamental público na educação de seus filhos e/ou tutelados, eu venho hoje divulgar um artigo que acaba de sair publicado na Revista de Administração Pública (RAP) sobre a segunda parte de uma pesquisa quali-quantitativa. Em 15/03/2019 eu divulguei a etapa qualitativa do estudo, no post “Como governo e escolas públicas podem incentivar familiares de alunos a ‘coproduzir’ educação?”, neste blog (https://bit.ly/2VGZhZC ).

A coprodução corresponde ao engajamento do cidadão, geralmente usuário de um serviço, no seu desenho, produção e entrega. O cidadão sai de um papel passivo de consumidor do serviço, para um papel ativo, de coprodutor desse serviço do qual também é usuário.

Importa reforçar que os dois artigos que tenho divulgado nesse blog sobre coprodução de educação fundamental pública com pais de alunos são fruto de um trabalho de pesquisa maior, desenvolvido com o meu ‘então’ orientando de mestrado em 2017 e atual Mestre em Administração Guilherme Ferreira Soares do PPGA/UnB. Seguindo no esforço de “outreaching” de nossas publicações (coautoria com meus ex-orientandos), eu divulgo, dessa vez, nossa pesquisa publicada na revista RAP (edição de março-abril,2019), cujo artigo intitula-se: “ Com quem a escola pode contar? A coprodução do Ensino Fundamental público por familiares de estudantes”.

O estudo discute a coprodução da educação pública por parte de familiares de estudantes, suas diversas formas e, ainda, como ela é influenciada pelo perfil dos familiares. Realizaram-se 10 entrevistas com gestores escolares, com amostragem e análise apoiada em saturação teórica, além de um survey com 269 familiares de estudantes do Distrito Federal, com análise de dados baseada em regressão logística. Foram confirmadas as formas de coprodução identificadas em um estudo europeu, por Pestoff (2006), que são: coprodução pedagógica, social, política e econômica, e emergiu uma nova forma, que denominamos com coprodução pelo suporte básico. Também foi possível concluir que a escolaridade, os hábitos e as práticas de familiares influenciam essas formas de coprodução (pedagógica, social, política e econômica). Uma das contribuições do estudo é o fato de evidenciar a coprodução da educação com cidadãos de serviços públicos em países/economias emergentes. Pouquíssimos estudos têm sido feitos nesse tema nas economias emergentes!

Portanto, se quiserem conhecer a pesquisa (etapa 2 – quantitativa) em que analisamos por meio do survey a percepção de 269 familiares de estudantes do Distrito Federal, basta acessar o trabalho completo por meio do link: https://bit.ly/2WoIBD1

Boa leitura!

 

 

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