Custos e mais custos…

Custos e mais custos…

27 de dezembro de 2017
 |  Rafael Furtado

Vamos retomar nossa conversa sobre custos?

Que bom que você disse sim!

A ferramenta de levantamento de custos, da qual falamos no ultimo post, tem por inspiração o chamado Standard Cost Model (SCM) criado na Europa, mais especificamente na Holanda, e adotado neste país, no Reino Unido e na Dinamarca nos anos 2000.

O modelo europeu foi criado no seio das discussões sobre simplificação legislativa e redução de fardo regulatório. O foco do SCM europeu é estimar custos administrativos dos cidadãos, das empresas e eventualmente de outros órgãos públicos advindos das obrigações impostas por uma determinada legislação.

Nos dias atuais, em vários países europeus, o SCM é amplamente adotado. Em algumas nações, como na própria Holanda, foram estabelecidos sistemas de metas de redução de custos que em alguns casos demandaram a criação de órgãos responsáveis por prover assistência técnica aos Ministérios em como medir custos administrativos.

Agora entendi. Nós vamos fazer o mesmo no Brasil, né? É… mais ou menos. Se carregamos o nome INOVA em nosso Departamento, não podemos fazer igual, concorda? Vamos fazer do nosso jeito em busca dos nossos objetivos.

Ou seja, vamos inovar! Utilizaremos a inspiração do SCM, aproveitaremos a oportunidade que a política de transformação digital nos fornece e ainda daremos mais legitimidade e força à nossa busca por integração documental e simplificação de serviços em observância à presunção de boa-fé.

É uma mudança cultural que precisamos. A perspectiva deve ser alterada: com toda dificuldade inerente, tentaremos nos despir de nossa carapaça de “burocratas insensíveis” (não me incluo fora dessa) e buscaremos olhar com os olhos do cidadão/usuário de um serviço público.

E o que custos tem a ver com isso? O modelo utilizado pelo INOVA não faz cálculos frios de custos abstratos de fardos regulatórios. Compreendemos a jornada do usuário com informações do “dono do serviço” nos diversos órgãos em que atuamos, e com insights dos próprios usuários por meio das chamadas “pesquisas com os usuários”.

Aproveitando a política de transformação digital, estimamos como ficarão os custos para o usuário, para o órgão, e qual o investimento realizado no próprio projeto de transformação do serviço especifico. Este é o “Modelo de Custos de Serviços” aplicado à política de Transformação Digital. Não falaremos mais SCM, e sim MCS. Ficaremos famosos e os europeus nos copiarão. Agora, antes deles fazerem isso, você que nos lê tem a oportunidade de utilizar essa metodologia em seu órgão e ser reconhecido por isso (veja as notas que você receberá no vídeo abaixo).

Entre em contato conosco, junte-se à Rede de Inovação no Setor Público – Inovagov, participe da transformação digital e cultural no serviço público.

Nas próximas edições detalharemos um pouco mais nosso modelo e conversaremos sobre os casos em que o temos aplicado. Não perca!

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