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Crowdsourcing e social bias

26 de outubro de 2017
 |  Luanna Roncaratti

Tem interesse em ouvir os usuários de seus serviços? Precisa de novas fontes de inspiração para inovar o seu produto? Pensa em utilizar crowdsourcing? Ou tem curiosidade em saber seu potencial? Então, vale a pena dar uma olhada nesta matéria da Harvard Business Review.

A matéria trata da pesquisa de Reto Hofstetter, um professor de marketing na Universidade de Lucerna, na Suíça, que aponta a necessidade de cuidado com o viés social (social bias) que exercícios de crowsourcing podem envolver. O estudo analisou 87 projetos de crowdsourcing de 18 empresas em período de 14 meses na plataforma de inovação aberta Atizo. A plataforma segue o padrão das redes sociais e permite que os consumidores “curtam” e comentem as ideias dos outros, o que ajuda as empresas a julgarem e tomarem decisões quanto as ideias submetidas.

Ao examinar o sistema de votação dessa plataforma, Hofstetter descobriu que ele não  é tão meritocrático como parece. O autor percebeu que quando alguém “curte” uma ideia, o dono dela tende a retribuir, curtindo a ideia que a pessoa também submeteu. Além disso, a Atizo permite que as pessoas tornem-se “amigos” na plataforma e a pesquisa apontou que os usuários apresentam maior probabilidade de votarem nas ideias de seus amigos virtuais  do que nas ideias daqueles com quem não possuem conexão. Os dados da pesquisa apontam que esses vieses sociais foram os responsáveis pelas ideias que receberam mais votos na amostra estudada.

Mas, calma! Isso não significa que o crowdsourcing e as plataformas de inovação aberta não sejam ferramentas úteis. A matéria sugere que as organizações devem apenas ter o cuidado de ir além das “curtidas” e comentários dos usuários. Utilizar as plataformas de inovação aberta para lidar com grupos específicos e selecionados, assim como encontrar formas mais efetivas de avaliar as ideias geradas também são dicas interessantes para utilizar o crowdsourcing.

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1 Comentário

  • Izabel Garcia
    Izabel Garcia disse:

    Legal, Luanna! No curso de Marketing Digital que eu fiz falava algo parecido. Lá dizia que curtidas no Facebook não são um bom indicador, pois só uma curtida não quer dizer muita coisa. O engajamento com a proposta é muito mais relevante!

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