Construção de competências e gestão de conteúdo através de ODAs

14 de novembro de 2019
 |  João Brayam Rodrigues de Freitas

Como produzir, organizar e entregar conteúdos educacionais dinâmicos, reutilizáveis, significativos e orientados para a construção de competências?

Não há uma resposta fácil, nem única, mas a Enap está empenhada em responder a esse desafio de modo criativo e eficiente, por isso, no último dia 06/11 apresentou na 5ª Semana de Inovação como tem buscado resolver isso através de objetos digitais de aprendizagem (ODAs).

Em oficina os participantes puderam conhecer um pouco melhor sobre essa estratégia da Enap por meio de exposição do contexto de provocação do ODA e de duas experimentações que os levaram a compreender “do que são feitas as competências” e “como organizar ODAs para construir competências”.

 

Entre as novidades apresentadas na oficina, está a tabela de competências de classe mundial utilizada na identificação de ODAs e construída a partir de modelos do CLAD (2016) e da OCDE (2017) de competências para região ibero-americana e de competências globais de alta performance – ambos voltados para o serviço público.

 

Outras duas novidades é a proposta de experiência de aprendizagem simplificada baseada em três cliques

Imagem: Freepik

 

e a padronização desses ODAs em 16 formatos (entre podcast, animação tipo “2D”, gráfico representacional tipo “HQ”) com templates que assegurem o padrão de excelência Enap e seu potencial de reutilização para novos contextos.

 

Você pode acessar os slides da oficina AQUI.

 


Por fim, cabe lembrar que o ODA possui grande capilaridade sobre o processo de inovação em soluções de capacitação no governo. Entre as aplicações estão:

  • A criação de um ecossistema de aprendizagem complexo, diversificado, aberto e assertivo: imagine se cada servidor pudesse produzir ao menos um ODA relacionado ao seu contexto de trabalho e que esse ODA pudesse ser reutilizado em outras situações e consumido por outros servidores de forma aberta e assertiva em um banco global/repositório de ODAs;
  • A instituição de um centro permanente de produção de ODAs – um espaço maker colaborativo entre diversos especialistas no conteúdo e em educação – onde servidores podem dedicar-se ao desenvolvimento de cursos, usufruindo de licença capacitação, por exemplo (ideia da grande Natália Mota);
  • A disseminação da cultura de externalização de conhecimento (tácito para explícito) por meio de núcleos locais de produção de ODAs nas organizações;
  • A evolução de uma plataforma responsiva de gestão de conteúdo suportada por AI, onde os servidores apontam quais competências>comportamentos>microcomportamentos querem construir e a plataforma reúne ODAs existentes numa solução de capacitação customizada e orientada para as necessidades indicadas;
  • A consequente transformação do modelo de certificação de cursos para um modelo de acreditação de competências;
  • A possibilidade de cidadãos (não agentes públicos) produzirem e hospedarem também ODAs, seguindo um template suportado por AI que orienta curadoria e produção de novos ODAs…

 

 

Brasília (DF), 14 de novembro de 2019.

 

 

 

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