Como governo e escolas públicas podem incentivar familiares de alunos a ‘coproduzir’ educação?

15 de março de 2019
 |  Josivania Farias

 

Como governo e escolas públicas podem incentivar familiares de alunos a ‘coproduzir’ educação?

 

 

 

Quem se interessa pela temática: coprodução de serviços públicos?

Eu creio que esse é um tema que afeta as estratégias, políticas de gestão da educação pública, bem como a (co)produção desse serviço, considerando-se a escola e a família das crianças/estudantes.

Para quem ainda não conhece o termo, a coprodução, foi definida por Elinor Ostrom, prêmio Nobel de Economia do ano 2009 e famosa por discutir o “comum”, como “um processo em que indivíduos externos às organizações contribuem com insumos empregados para a entrega de bens ou serviços”.

Seguindo no esforço de “outreaching” de nossas publicações (coautoria com meu ex-orientando de mestrado, o Mestre Guilherme Ferreira Soares do PPGA/UnB), eu divulgo, dessa vez, nossa pesquisa publicada na revista Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, cujo artigo intitula-se: “Vem educar com a gente: o incentivo de governo e escolas à coprodução da educação por familiares de alunos”

O estudo se propôs a identificar como governo e escolas incentivam a coprodução da educação pública por familiares de alunos e as formas pelas quais essa coprodução ocorre no Distrito Federal. Assim, foi realizada uma pesquisa documental na legislação vigente, além de 10 entrevistas com gestores escolares, empregando análise de conteúdo e amostragem baseada em saturação teórica. Como resultado, identificou-se vasto aparato legislativo de incentivo à coprodução, seja provendo benefícios aos familiares que apoiam os alunos no processo educativo, como o Programa Bolsa Família, seja definindo sanções para os que não o fazem, como perda da tutela; mas também garantindo ambientes de participação, como conselhos escolares e reunião de pais. As escolas, por sua vez, incentivam gerando ambientes de aproximação entre familiares e processos escolares por meio de eventos, lançando mão de aparatos legais em caso de negligência. Os resultados podem subsidiar a reflexão e a reformulação de políticas públicas de incentivo à coprodução, evidenciando fatores relevantes à coprodução da educação pública.

Esse trabalho com o Guilherme Soares é apenas parte de um projeto maior, que resultou em sua dissertação de mestrado! Em breve divulgaremos o estudo/etapa quantitativa, em que foi realizado um survey com 269 familiares de estudantes de escolas do ensino fundamental no Distrito Federal.

Por enquanto, se quiserem conhecer a pesquisa (etapa 1 – qualitativa) em que analisamos documentação/legislação e entrevistamos gestores escolares, basta acessar o trabalho completo por meio do link:

http://www.scielo.br/pdf/ensaio/v26n101/1809-4465-ensaio-26-101-1347.pdf

Boa leitura e abraços a todos!

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