Blockchain - as origens

Blockchain – de onde vem, pra onde vai?

05 de setembro de 2018
 |  Talita Dantas
A mística em torno do blockchain

Quando o assunto é blockchain, muitas ideias são difundidas de modo equivocado. Para compreendê-lo bem, portanto, é importante voltar a suas origens. A origem explica muito sobre a tecnologia e, no caso do blockchain, a origem é a mesma do bitcoin.

Ninguém sabe ao certo quem foram os criadores, só se sabe que havia o envolvimento de um grupo de Cyber punks – matemáticos anarquistas que queriam acabar com o poder central e protestar contra o sistema financeiro.

A autoria é atribuída a Satoshi Nakamoto, todavia, ninguém sabe quem seria essa pessoa. Provavelmente, Satoshi Nakamoto não é uma pessoa só, dado o grande número de conhecimentos necessários para a criação.

O blockchain é a base de dados por trás do bitcoin. Isto é, o blockchain foi a tecnologia pensada para abrigar as transações da criptomoeda, embora ambas não se confundam. Trata-se de um sistema pensado para ser inquebrável, porque, para burlá-lo, o lucro é menor que o custo da empreitada.

Assim como nós temos a íris, o DNA e a digital, o blockchain trabalha com um sistema de identificação unívoca, o hash. É como se fosse uma assinatura digital que pode ser autenticada de forma descentralizada, ou seja, a base de dados não fica num único lugar.

Vantagens da tecnologia blockchain

Como vantagen do blockchain, destaca-se sua inviolabilidade. Em tese, não há como fraudar um blockchain. Para tanto, seria necessário um computador quântico e – acredita-se – quando a computação quântica finalmente se tornar disponível, o algoritmo do blockchain também já terá evoluído significativamente ao ponto de permanecer extremamente difícil e caro de se violar.

A transparência nas transações é outro aspecto que se aponta como vantajoso. É fato que, no blockchain pensado para o bitcoin, garantiu-se o anonimato, todavia, essa foi uma escolha dos criadores. Atualmente, há muitos outros tipos de blockchain que permitem a transparência das transações. Note-se que a operação é transparente, mas o conteúdo pode ser privado.

O blockchain elimina a necessidade de intermediários. Dessa forma, não é necessário um banco para que você possa mandar dinheiro para um amigo em qualquer parte do mundo. Como os dados são íntegros, o risco de fraudes é reduzido significativamente. Há um aumento de eficiência dado o grande número de envolvidos na autenticação e, além disso, os custos são reduzidos.

Bettina Warburg explica como essa tecnologia transformará radicalmente a economia:

Ao que parece, as criptomoedas e os blockchains chegaram para ficar. E, já que é assim, é importante que nos informemos, para não comprarmos qualquer fake news quanto ao assunto. Uma boa forma de compreender ainda melhor o assunto é assistir ao documentário Banco ou Bitcoin, disponível na Netflix. Você também pode conferir mais sobre o assunto aqui, na nossa plataforma:

Aproveite!

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