“Bad nudges” – quando o nudge dá errado. O caso da doação de órgãos

12 de dezembro de 2017
 |  Izabel Garcia

Gente, to arrasada!! Esse negócio de “nudge” é complicado demais!

Você já deve conhecer aquele exemplo clássico: países com consentimento presumido (“opt-out”) sobre doação de órgãos têm mais doadores do que aqueles em que você precisa ativamente optar (“opt-in”) por ser um doador. A teoria é: pessoas tendem a seguir a opção padrão, por ser o caminho de menos resistência.

Mas eis que, surfando a internet, dou de cara com este artigo. Ele diz que, apesar do alto número de doadores registrados nos países “opt-out”, esse não é o número de pessoas que, de fato, chegam a doar os órgãos. Isso porque, na hora do “vamos ver”, a família do falecido intervem e, como ela não tem certeza se ele de fato queria ser doador ou só teve preguiça de enfrentar a burocracia para mudar isso, ela acaba não permitindo que a doação aconteça. Então, quando o país é “opt-in”, não existe esse problema, já que se tem certeza de que a pessoa queria ser doadora.

O autor do artigo sugere algumas formas de aumentar as doações: manter o sistema “opt-in”, mas torná-lo mais simples. Por exemplo, quando você for tirar sua carteira de motorista, você marca uma caixinha no formulário “Quero ser doador de órgãos”. Outra opção seria dar preferência na fila de doação de órgãos para os aqueles que são doadores registrados. Acho muito justo, mas, aparentemente, essa opção costuma ser proibida em vários países. Não sei, mas muito provavelmente é proibida aqui no Brasil também…

Enfim, correndo o risco de soar repetitiva, a moral da história, mais uma vez é: tem que testar, tem que medir!

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